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domingo, 19 de setembro de 2010

Poema de Nuno Gonçalves e seu blog

Do poeta Nuno Gonçalves


poemas como este:




UMA ASPIRAÇÃO AO INFINITO




de um quadro De Chirico


escapa uma colagem Ernst


que num vôo insuspeito


atravessa a américa até o ponto exato


onde o vômito de Artaud


mareado pelo peyote


transcende o espírito sectário


revelado no último gesto da vanguarda


na música escandalosa da explosão das torres gêmeas


por detrás de um óculos de aros negros


saltam quarenta ladrões desesperados


e com todo erotismo possível a uma língua


acusam Breton, o Terrível


um ali babá entre tantos outros


um sai baba de muletas & parangolés


à direita de tudo


faísca um instantȃneo da intelligentzia


No salão nobre da casa branca


sorri um artista que não é árabe


assistindo ao vivo na televisa


a impiedosa execução de seu último poema concreto:
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