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domingo, 17 de outubro de 2010

Ao que ainda somos (Inocêncio de Melo Filho)


 (Le rêve du bonheur, Constance Mayer)

Quando me olhas

É a mim que tu olhas?

Quando me abraças

É a mim que tu abraças?

Quando me desejas

É a mim que tu desejas?

Quando me beijas

É a mim que tu beijas?

Quando me procuras

É a mim que tu procuras?...

Curva-me o peso dos anos

E as indagações se avolumam

Na minha mente

Questionando o que ainda somos.
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