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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Indagações (Silmar Bohrer)



A vida é feita de indagações


e elas realmente existem,


por que será tantas opiniões


nunca jamais mudam, persistem ?




Existe u'a melhor catarse


do que abertura para os céus,


usar do verbo, mostrar-se


para uma vida sem dedéus ?



Quando nos versos me empenho


eu indago sem discernimento:


trovas - engenhos do meu invento


ou inventos do meu engenho ?




Tempestades, vendavais,


maremotos, mar profundo,


outras eras foram iguais


ou o que há com este mundo ?




E nosso mundo como seria


queridos passarinhos, sem nós,


sem a minha rouca voz,


sem vosso gorgeio e cantoria ?




Ventos fortes um tempão,


de repente a calmaria...


Nossa vida não teria


esse mesmo diapasão ?




Levar a vida a sério


é coisa pouco escorreita,


seria minha alma feita


de buscas do desidério ?




Há dias andam ausentes


os versos companheiros,


estarão eles descontentes


com meus juízos brejeiros ?

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