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terça-feira, 19 de julho de 2011

Aquiles (Emanuel Medeiros Vieira)


À vida calma, optou pela guerra: Aquiles.
Tétis, tua mãe, matava seus filhos querendo imortalizá-los,
mas quando nasceu o sétimo, resolve banhá-lo no Rio Stix,
segurando-o pelos calcanhares:
seu corpo não é mais vulnerável
(fica apenas com um único ponto fraco).
Esta mesma mãe te adverte, antes que partas para Tróia:
“Morrerás em breve, mas tua fama será eterna.”
(Escolhes a fama e a morte rápida.)
E o guerreiro comandará frota de 50 navios.
Não indo para a luta, teu destino será a morte por velhice.
Aquiles: o oráculo avisou teu pai, Peleu, que morrerias
junto aos muros de Tróia.
O pai tenta ludibriar a profecia: disfarça-te como mulher e te esconde.
(Outro oráculo disse a Ulisses que Tróia não seria conquistada, se Aquiles não fosse junto.)
Voluntarioso, não escutaste a ordem de Apolo para não
seguires adiante.
Segues: então, o deus guia uma flecha para o teu calcanhar,
guerreiro Aquiles.
É a mão de Páris que a envia, e a flecha revela teu
ponto fraco e tua finitude, que não te permitiu a
velhice.
Te apaixonas pela filha de Príamo, Polixena,
mas o amor não é mais possível:
o tempo é de guerra.
Tróia está perdida,
como o destino de todas as gerações que
“caem como as folhas das árvores”.
(Homero na “Ilíada”.)
Então, Ulisses desce ao Hades e encontra os mortos da guerra de Tróia.
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