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sábado, 12 de maio de 2012

Nave (Silmar Bohrer)




rastilho no espaço
linha reta
efêmera
fumacinha
ao deus-dará
dos céus


nave
bebendo léguas
distâncias
longes pra dedéus


segue

buscando
rumos
certos
incertos
portos desconhecidos


vai
viajante
veloz

(n)ave

vai

/////