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sábado, 13 de outubro de 2012

Há um mês... (Clauder Arcanjo)




... há um mês que não escuto a tua voz rascante, teu suspiro de cobrança, teu passo cortante, nem teu bafejo de estio.
Há um mês que teus braços esguios não me arrocham, a cobrarem segredos inexistentes, num garrote longo e gostoso, apesar de louco e, raras vezes, enervante.
Há um mês que tu te foste, e eu fiquei. Fiquei... De início, aliviado, confesso agora. Para, poucos dias depois, vagar a esmo, sem norte e desajeitado. Tal qual um fantasma, espectro de mim mesmo, estiolado e sem destino.
Há um mês que sonho com o pesadelo da tua volta. Venha logo, vai.
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