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terça-feira, 20 de novembro de 2012

O carro do tempo (Clauder Arcanjo)














Ainda me lembro bem...

O carro do tempo
passou por mim,
freou e, antes de parar,
quebrou o seu eixo
de infindas desoras.

Eu, parado, enfiei
estes olhos destemperados
no seu turvo maquinismo.
Lá, bem no centro de tudo:
um carrilhão do passado
preso às férreas engrenagens
de um futuro (oni)presente.

Quis, então, religá-lo,
mas o velho relojoeiro,
senhor de barbas postiças,
esbravejou infinitamente.

...

In tempore, saí, sem rumo.
E, até hoje, ainda espero
a passagem novamente
do (meu) carro do tempo


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clauderarcanjo@gmail.com

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