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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Poemetos (Silmar Bohrer)










Pois voltei a engarrafar
os ares medicinais,
arezinhos janeiros, os tais
que andam aí a volitar. 
          
                       *      
O tempo é um implacável,
o relógio circulando,
o calendário empurrando,
março no rumo do insondável.
                        *   
Que céus, que ares, que sombra
nesta domingueira azul...
E o mar é mesmo uma alfombra
cá pras bandas do meu sul.   
                        *
Céu, sol, ventinho molhado,
rio e mar fazendo farra,
um tesouro escancarado
a céu aberto ali na Barra.

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