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sábado, 16 de março de 2013

O homem desoriental – VIII a X (Mariel Reis)










VIII
O coração não se queixa.
Não há sofrimento,
Nem infelicidade
Quando suas mãos hábeis
Mexem nos meus cabelos.

IX
O meu espírito perturba-se na sua ausência.
Debate-se nas sombras das feras
Tomba no ostracismo do espaço
Dissolvido pela música eterna.

X
Os reis não possuem tesouro comparável.
Os arquitetos reais nunca construíram
Arcos a que pudessem equipará-la.
Não há ornamento de prata ou ouro
Nem riqueza sobre a terra
Que se compare ao doce hálito de sua fala.

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