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sábado, 2 de março de 2013

Trovejares (Silmar Bohrer)



 
                             







Eu me divirto com o verso,
no verbo me realizo,
verso e verbo guizo e guizo
do meu canto no universo.

Ventanejam velozes
os ventinhos verdadeiros, 
vão ventilando vozeiros
vívidas, vibrantes vozes.

Enquanto o tempo avança
eu uso a melhor medida,
soltando os dias em bonança
no conta gotas da vida.  

O mundo precisa de filosofia
é uma verdade angular,
como então eu viveria
se não pudesse pensar ?
  
Fatos recentes preocuparam
neste mundo de agitos,
nem os dinossauros escaparam
da queda de meteoritos.

Mádidas manhãs janeiras,
seus ventares e seus sois,
eu cantando a uma só voz
essas vivências fagueiras.

Das coisas do meu mundo
tenho sido indagador,
tanto pobre sofredor,
tanto rico moribundo.  

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