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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O novenário de Clauder Arcanjo (W. J. Solha)




O Nordeste não para de me surpreender. De repente estou com o Novenário de Espinhos, estreia na poesia — com aval de Ivan Junqueira — do Clauder Arcanjo, cearense de Santana do Acaraú —, eu de cara impressionado pela edição de luxo da Sarau das Letras, de Mossoró, Rio Grande do Norte, executada pela Expressão Gráfica, de Fortaleza, capa dura, 128 páginas de papel cuchê,  enriquecidas por fotos de Fred Veras, ilustrações de Augusto Paiva, Lourenço e João Helder Arcanjo, com os versos que seguem o Credo de que este é um fragmento:

Creio na vírgula bem-posta,
no verbo percuciente,
na estrofe em galope,
no poema impaciente.

Anotei uma série de achados (não me atrevi a fazê-lo no volume), que vão de imagens largas como esta:   

O nervo do ocaso amarela,
a fronha da manhã o ilumina,

a minudências assim:

Hoje, resolvi falar tão só
acerca de coisas inúteis:
três bocados de arrepios,
duas xícaras trincadas.

Aí está Clauder Arcanjo. Que não aceita O verso não limado, / o vocábulo roto e surrado. Desejo-lhe longa vida.

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