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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Balada, Noite nº 33 (Ranieri Basílio)



 














Não, não, poder desenvolver
Um cemitério ou “vida muda”.
Sem compreender o que matuta,
É tão bonito tudo ver.
Mesmo sem ver. O que inexiste?
       Ah, tudo existe...

Errado tudo o que foi vivo,
Manto cobrindo meu bailar,
Agora fica nisso que há.
O mundo fecha em meu umbigo.
O calor fere a triste Lua.
       E foi na rua?

Pobre matéria que não nego,
Não se consuma assim exangue.
A construção se desconstrói
Na compulsiva mão do medo.
A concordância, cada parte,
Vira fumaça no que dói.
Assim se faz o que se fala
       No que se cala?

Vamos partir para um convênio:
Beleza, saúde, fé, pedidos.
Ah, tudo morre numa lenda,
No que se narra do “perdido”.
Tanto barulho há na balada
       Mesmo calada? 

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