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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Balada, Noite nº 35 (Ranieri Basílio)







  












                        (Quadro de Badida Campos)

Marca presença nesta noite
As formas grandes do passado.
Todas que foram, do meu lado,
Vejo, resguardo-as no meu mote.
Não sei se faço bem, se faço
       Sem ter fracasso.

Não, acredito que fazer
Já me permite ver que não.
As forças tornam, nelas são
Passado e agora um uno ser.
Sou eu – meu ser – que se completa
       Nessa tal meta

físicacerta, instante são,
Misericórdia e coração
Falam na voz em que lhes falo,
Escrevem letras do meu punho,
Plantam sementes pelo mundo,
Depois me colhem no plantado.
Nós caminhamos pela estrada
       Meta-plantada.

Só o que resta é o consolo
De poder ver que algo ficou
Plantado. Seja no meu solo
De fala ou noutro que sonhou.
Aqui, grafados no papel,
       Os que sou eu.

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