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quarta-feira, 26 de março de 2014

Carta ao Prof. Dr. Francisco Correia Oliveira (U.F.C.) – Vianney Mesquita




A verdade poderá adoecer, porém nunca perecerá de vez
(Miguel de Cervantes Saavedra – Alcalá de Henares, 1547-1616).


Fortaleza, 19 de março de 2014

Prezadíssimo Doutor Chico.

Há algum tempo sem experimentar a satisfação de abordá-lo, o faço agora com vistas a cumprimentar e abraçar virtualmente o amigo e, na sequência, proceder a comentários – de leigo, evidentemente – a respeito da tese de doutoramento sustentada por um orientando seu, a mim submetida a uma revista técnica, sob o prisma da língua e do estilo.


Reporto-me ao Prof. Dr. Marcus Vinícius de Oliveira Brasil, docente da novel Universidade Federal do Cariri – UFCA, defensor do texto Empreendedorismo Sustentável em Projetos Sociais de uma Fundação Educacional, em sessão recente, perante douta e seriíssima Banca, dirigida pelo destinatário, na Universidade de Fortaleza – UNIFOR, de onde o postulante e vencedor do título saiu com o dignificante conceito nove e meio.

Por que me falece maior aptidão para descender a opiniões com fulcro nas Ciências Aziendais, como Economia e Administração, e.g., limito-me ao procedimento de comentar aspectos mais ligados à comunicação literária do autor, bem assim aos expedientes metodológicos empregados, com os inteligentes e bem aparelhados recursos dos quais se utilizou no contexto da técnica qualitativa de investigar.

Ao observador mais atilado, conforma-se cristalino o entendimento acerca do incontroverso concurso do orientador – Prof. Dr. Chico Oliveira – no êxito do empreendimento, ao indicar, com esteio na sua larguíssima habilidade de produtor de escritos científicos e mentor principal em tarefas acadêmicas de tal gênero, as consentâneas maneiras de o neodoutor exibir para a comunidade científica o saber novo produzido na contextura da sociedade universitária, de modo que foram as ideias aportadas na forma apurada, decerto, em continente e conteúdo.

Límpida para mim, a igual do ocorrente em lanços semelhantes, restou a ideia de que o Prof. Dr. Chico Oliveira teve dedo de relevância (este o ofício do orientador responsável e comprometido com a causa do alto conhecimento) no êxito absoluto do ensaio, denso, penetrante, claro e, certamente, correto – senão assim não haveria obtido sucesso – de lavra do preparadíssimo Prof. Dr. Marcus Brasil, o qual se demonstrou, no escrito de que cuido, conhecedor profundo da literatura pertinente, tanto no âmbito do Brasil como no concerto internacional.

Poderá vir alguém a objetar – se já não o fizeram, mas respeito opiniões – o fato de ele haver invitado autores de fora do País – economistas, cientistas do Marketing, administradores – para assentar e fazer afluir a propriedade de suas reflexões.

Parece notório, entretanto, salvo juízo mais acurado, no concernente às manifestações científicas protetoras do assunto em pauta, que ele não poderia ter deixado de recorrer aos clássicos da Economia e da Administração, ao indiano Amartya Sen, ao bengali Muhammad Yunus e ao ianque Paul Samuelson, por exemplo, até pelo fato de haver também privilegiado estudiosos patrícios e coestaduanos de peso, como você, Prof. Dr. Chico Oliveira, e a preclara e competentíssima Professora Doutora Suely Salgueiro Chacon (magnífica reitora da Universidade Federal do Cariri, cujos textos acompanho como revisor desde a graduação) entre outros, pois referências imprescindíveis ao debate temático procedido.

Compreendo, até, que teria restado defeituoso o ensaio, do ponto de vista de fontes reflexivas particulares ao disciplinamento científico econômico e administrativo, se não houvesse o Prof. Dr. Marcus Vinicius Brasil feito alusão aos pensadores primários, clássicos, escritores Prêmio Nobel, proveniência de todos os sistemas inaugurais dessa ramosa vertente do saber.

Impõe-se ressaltar, de passagem, o que compreendi como pertinente ao extremo – a ideia de ele haver cotejado as respostas dos seus sujeitos com as ideações da literatura – porquanto, a cada manifestação dos numerosos partícipes do experimento, ele trazia compreensões dos autores, harmonizadas aos conceitos expendidos pelos escritores estudados, quase como se os respondentes delas tivessem prévio conhecimento, evento que a mim se afigurou bastante industrioso e magnificamente original;  pelo menos, é a prima vez que divisei este expediente com tanta recorrência, exatamente na melhor tese revista por mim no âmbito da Universidade de Fortaleza.

Quase à evidência, o evento a seguir, decerto, tenha sido objeto também da sua interveniência, Professor Chico.  Faço remissão à ocorrência de o Prof. Brasil não se haver exposto em demasia em relação às suas reflexões, preferindo apoiar-se nos sistemas concertados por especialistas, malgrado haver aportado saber novo, inédito, não sabido, em relação aos achados acerca dos empreendimentos de teor sustentável dos projetos da organização examinada.

Na minha óptica, essa atitude é acertada, porquanto não haveria ele de, em um concurso sério, científico, em que a exatidão é a “moeda corrente”, se jogar, de moto próprio, ao risco de se haver em choques de entendimento com a Banca, fazendo periclitar seu título ou, até mesmo, ser surpreendido com a nota mínima, fato que seria deveras constrangedor no atual estádio em que se encontra na qualidade de docente e pesquisador da melhor estirpe.

Noutra ocasião, em oportunidade que se asar e não representar concurso ou disputa, ou até mesmo quando ele já não for tão jovem como hoje, com a mais alargada certeza, não vacilará na emissão de juízos absolutamente pessoais, sem se importar com opiniões alheias aversas aos seus entendimentos, uma vez que se vai exibir pronto para tréplicas vencedoras.

Cumprimento-o, então, bem como ao Prof. Dr. Marcus Vinicius, pelo êxito obtido com esta tese, peça representativa de orgulho e honra para a inteligência brasileira, também, ditosamente, radicada em profundo na Terra Cearense e da qual vocês constituem digníssimos delegados científicos.

Um grande amplexo do
Vianney Mesquita

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