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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Choro (Frederico Rocha)













E eis o xote, e a valsa, e a polca num só;
Ao erudito do barroco – quase – dá-se um nó!
Toc’o Calado, a Chiquinha, o Azevedo e Jacob;
Chorand’o choro de contente sente dó!
Seja num bar à beira-mar à lua dum farolim,
Unidos ímpio, papa-hóstia, o judeu e o moslim,
Ressoa a flauta, o pandeiro, violões, bandolim;
Chorand’a roda a cirandar em torvelim.
Present’à roda tão airosos o malandro e o mané;
O mais galante exibe logo o lustre do mocassim,
E um chora o choro de chinela arrasta-pé!
Cadenciado, intrincado, meio “lé com o cré”;
E swingado, descontent’e um tanto ledo é assim,
Chora o chorinho ao Pixinguinha e Nazareth!

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