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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Juniações (Clauder Arcanjo)



Entrou junho...
E, de maio, algo ficou?
Ficou, claro que ficou!
Um azul no corpo de Luzia,
uma oração nos lábios meus,
uma tristeza por entre as rugas,
um naco de gesto à Prometeu.
Entrou junho...
As fogueiras arderão nas ruas,
bandeirolas acenarão indecisas,
e, penso, juniações
haverão de pôr balões chinfrins.
Caso julho ainda me encontre
trôpego, calado... Vacilante, enfim.
Beberei a água do Acaraú,
e tudo se fará paz dentro de mim.

Fortaleza-CE, 05/06/2009
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