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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Oh ventos! (Silmar Bohrer)




Santos ventos domingueiros
estes ventinhos da praia,
vozes da essência gaia,
volúveis, voláteis, vezeiros.


Balouçam as castanheiras
nestas noites estivais,
os ventinhos nos beirais
são hosanas costumeiras.


Ventarolaram vozeiros
os ventos da madrugada,
ventinhos fugaces, romeiros,
em seresta prolongada.


Os meus ventinhos praianos
são mesmo sensacionais,
puros, embora mundanos,
graciosos, medicinais.


Ventos fortes da noitinha,
passageiros momentâneos,
qual no viver-vida-minha,
os ventos negros, instantâneos.


Volúveis, voláteis, vezeiros
andam os ventos volitando,
são vozes ventanejando,
os meus ventinhos brejeiros.


O bulício dos bons ventos,
o murmúrio dos meus mares,
são os sonoros intentos
deste mundo de avatares.


Nestas noites estivais
ouço os doces sonares
feitos puros silabares
dos ventinhos celestiais.


Andam os ventos fininhos
nestas costeiras de mares,
verdadeiros arezinhos
em constantes avatares.


Praia dos ventos uivantes
com ares bem hibernais,
ventinhos fortes, urrantes,
ventanejares demais.


Ventos rondam o sobrado
nestas noitinhas de ronda,
parecendo um nume alado
que pelas paragens sonda.


Adoráveis os ventinhos
desta tarde domingueira,
solaparam os versinhos
e a rima mais altaneira.
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