Translate

domingo, 13 de maio de 2007

As infinitas pernas de Wellington (Nilto Maciel)



Reprodução caricatura de James Gillray mostra Napoleão (D) disputando o mundo com o general inglês William Pitt


Era anão. Sujeitinho do tamanho de um dedo de homem comum. E comandava milhares de outros seres feitos à sua imagem e semelhança. Valentes soldados.

Sempre vitorioso, esse general de alguns centímetros tinha mania de grandeza. Sonhava conquistar o mundo. Tornar-se o rei da Terra.

Investigação sobre Pedro Lyra (Dimas Macedo)



Da transitividade do ser aos processos de reificação ou de transformação da consciência reina, de forma soberana, a maior de todas as linguagens criativas. O ato de criação ou de transfiguração da poesia é tão sutil e magnético quanto a manifestação de todos os mistérios e mitos insondáveis.

Acho que podemos falar de uma mística da poesia, assim como podemos supor a inexistência da matéria a partir das suas formas plurais de energia. A espada e a lírica com que se arma o empreendimento do poema tanto podem construir a geopolítica de qualquer civilização planetária quanto transformar os processos sociais e econômicos de qualquer modo de produção em andamento.