
Havia três dias o reverendo Thomas Malthus não se alimentava. E pouco dormia. Precisava fazer a revisão final de seu livro. Não queria um só erro tipográfico. Nada de gralhas. Morto de cansaço, sono e fome, adormeceu sobre o impresso. E teve um sonho horrível. Acordava, faminto, e gritava pela criada. Preparasse urgentemente um farto almoço. A criada, porém, não pareceu ouvi-lo. Irritado, Thomas correu à cozinha. E encontrou o corpo estendido no chão. Fedia. Talvez tivesse morrido de preguiça.
