Translate
quinta-feira, 24 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Brinco de miçanga (Vera do Val)
Zé ia passando quando viu o brinco vermelho, pingente de sangue e desejo, misturado nas quinquilharias da banca da Nana. O mercado estava cheio, ele foi empurrando as gentes, se achegando, preso no brilho, tocou com o olho, foi escorregando devagar. Depois aproximou o dedo e titilou de leve, sorriso abrindo a boca desdentada. Tomando confiança segurou a miudeza e trouxe pra mais perto. A cascata de miçangas vermelhas cintilou, o sorriso dele alargou-se. Ofegou, o coração deu um salto, sentiu a boca seca.
Assinar:
Postagens (Atom)
TODOS OS POSTS
Poemas
(615)
Contos
(443)
Crônicas
(421)
Artigos
(371)
Resenhas
(186)
Comentários curtos
(81)
Variedades
(59)
Ensaios
(47)
Divulgações
(26)
Entrevistas
(24)
Depoimentos
(15)
Cartas
(12)
Minicontos
(12)
Prefácios
(9)
Prosa poética
(7)
Aforismos
(6)
Enquete
(6)
Diário
(5)
Epigramas
(4)
Biografias
(2)
Memórias
(2)
Reportagem
(2)
Aviso
(1)
Cordel
(1)
Diálogos
(1)
Nota
(1)
TEXTOS EM HOMENAGEM AO ESCRITOR NILTO MACIEL
(1)
Vídeos
(1)
Áudios
(1)

