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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Márcio Catunda ao redor do mundo e da poesia (Nilto Maciel)


(Márcio Catunda)

Meu amigo Márcio nasceu em 57. Uns meses antes daquela Copa do Mundo de Futebol que expôs, ao mundo e à história, Pelé, Garrincha, Didi e outros semideuses da bola. Naquele tempo, eu vivia a jogar bola nas calçadas e no meio da rua. Dentro de casa, com meus irmãos Ailton e Edinardo, sentia-me um deus a manipular botões, com nomes de gente, sobre um tabuleiro. Nem pensava em literatura, letras, livros. Catunda engatinhava (e eu não via). Aprendeu a balbuciar (e eu não ouvi). Quando deu os primeiros chutes, eu não me interessava mais por bolas e botões. Adolescia, mirava meninas e rabiscava versos e frases. E andava só, pelas ruas de Fortaleza, querendo ser gente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Outra vez (Mariano Shifman*)

(Tradução: Ronaldo Cagiano)


A festa dos suores irrompe em teu sonho
entre o aqui e o agora rege o desconcerto.

Há gritos como pássaros sobre tua pele
e pupilas da aurora sobre tuas pupilas.

Há espuma e tremor em teu segredo
e uma alquimia de ardores e de mel.

É a vertente da vida sempre
apelando-te outra vez.
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*Nasceu em Lamas de Zamora (1969), onde vive. Formado em Direito, tem publicações em diversas antologias e revistas literárias. É autor de “Punto Rojo” (De Los Cuatro Vientos Editorial, 2005), que obteve o 1º lugar no XI Certame Nacional de Poesia e Narrativa; e “Material de interiores” (2010).

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