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domingo, 7 de agosto de 2011

Sobre histórias e abismos (Eduardo Sabino*)




O realismo como padrão de nivelamento na narrativa

A seção de literatura nacional de uma livraria – aquela a que chegamos após atravessarmos labirintos quase borginianos de autoajuda, não ficção, best sellers, vampirinhos e criaturas afins – apresenta, em geral, o triunfo do realismo urbano. São narrativas que se alimentam de uma estrutura inaugurada por Flaubert e Balzac ainda no século XIX. A prosa realista se caracteriza, principalmente, pelo culto aos detalhes, dinâmicos e estáticos, da realidade nos arredores do olhar autoral.

Falando português na Rússia (Adelto Gonçalves*)


Trabalho do Centro Lusófono Camões, de São Petersburgo, é muito importante na difusão da Língua Portuguesa



SÃO PETERSBURGO – O que leva um jovem russo a procurar aprender o idioma português? Para Diana Shpilevskaya, 22 anos, tudo começou em 2005, quando foi a Inglaterra aperfeiçoar o seu inglês. “Estudei numa cidade pequena chamada Exeter e meu curso durou duas semanas num grupo de 12 pessoas, das quais oito eram do Brasil”, diz. “Lá, pela primeira vez, ouvi a língua portuguesa na vida real e a achei tão bonita que, ao voltar para a Rússia, comecei a estudá-la sozinha”, conta. “Assim, aqueles oito estudantes brasileiros mudaram a minha vida sem que soubessem disso", acrescenta Diana, que é graduada pela Faculdade de Letras Estrangeiras da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, e sonha fazer mestrado na Universidade de São Paulo.