“Antecipei, de certo modo, o fim do romance.”
(Gilmar de Carvalho em foto de Francisco Sousa)
Esta conversa se iniciou, por correio eletrônico, no começo de julho de 2011. Tínhamos nos encontrado dias antes no Armazém da Cultura, que reeditou Parabélum. No salão não cabia mais uma só pessoa e todos queriam tocar em Gilmar. Curiosos se aproximavam dele, como se vissem um ser de outro mundo. Estudantes lhe faziam perguntas estapafúrdias (você existe mesmo?). Jornalistas puxavam-lhe pela manga da camisa. Jovens escritores se olhavam em espelhinhos. Fotógrafos pediam-lhe um olhar, mesmo que de desdém.
