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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ungulani Ba Ka Khosa: a África que o Brasil não conhece (Adelto Gonçalves*)


I
Enquanto as universidades e editoras portuguesas e brasileiras, praticamente, só estudam e publicam autores africanos lusodescendentes – com as exceções de praxe, na área editorial, como a Editorial Caminho, de Lisboa, que tem tradição na área –, pouco se lê sobre romancistas, contistas e poetas africanos autóctones ou mestiços que utilizam a Língua Portuguesa como meio de expressão. E, no entanto, em poucos anos, se a Língua Portuguesa – a língua do invasor e do colonizador – quiser sobreviver no continente africano – e com ela todo o legado lusófono –, será mesmo dos autores autóctones que dependerá.


A necessidade de vilões (W. J. Solha)


Há séculos assisti a um filme de Disney, em que o Espelho Mágico (de “Branca de Neve e os Sete Anões”) engrandecia o papel dos bandidos nas grandes narrativas:

– O que seria da estória da princesinha, por exemplo, sem a terrível presença da Bruxa, que também é a Rainha Má? O que seria da lenda de Chapeuzinho Vermelho sem o Lobo Mau? E da de Cinderela sem a Madrasta e o gato Lúcifer?