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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Da arte do ensaio* (Franklin Jorge)



Escrevendo sobre a arte do ensaio, observa inteligentemente Lúcia Miguel Pereira que o ensaísta escreve como o inglês viaja. Sem, rigorosamente, um centro, pois não sofre a limitação de um único ponto de vista e se movimenta no texto, a exemplo do flâneur, em todas as direções. Claro está que ao afirmá-lo ela pensava não nos ensaístas acadêmicos – que proliferariam depois –, mas nos humanistas infensos às fórmulas feitas e aos modismos passageiros.

Esta noite de longa cauda (Clauder Arcanjo)



Esta noite de longa cauda
Este silêncio de ex-nauta
Este floreio com flauta
Este sorriso sem pauta
Esta morada de argonauta
Este sonho de noiva infausta...


Enfim, estas dores, tangidas
Como de um tudo, sem falta.
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