Os dois caminhavam, tombando. Pareciam levados pelo vento. Um, mais abastado, possuía um chinelo. O outro descalço. Seguiam indiferentes a todos. O menos bêbado sobraçava um saco de papel. Era fácil imaginar o conteúdo. O descalço parava tentando suspender a bermuda que relutava em cair. Por estar menos bêbado, ainda mantinha uns resquícios de decência.
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sábado, 24 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Luciano Bonfim e as brumas do éter (Nilto Maciel)
(Luciano Bonfim)
Compor estas crônicas – vistas por alguns leitores como contos – quase me levou ao desespero. Para realizá-las, fiz das tripas coração. Ou, melhor, da vontade, invenção. Faltava-me memória. Burro parado no meio (ou no começo) do caminho, eu me esporeava, me insultava, me instigava. Inventava fatos, episódios, gestos, falas. Pois nunca convivi com nenhum dos personagens que habitam o mundo deste livro. Vi-os uma, duas, três vezes, no máximo. Ouvi-lhes umas ou poucas palavras.
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