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sábado, 1 de outubro de 2011

Quando meu amigo Lúcio Flávio se foi (Pedro Salgueiro)


(Enterro na rede, Cândido Portinari)

Uns choraram feito crianças (um merecido choro), afinal tinham perdido um amigo daqueles que não se encontra em calçada alta.

Outros reclamaram de Deus, por ter levado tão cedo uma alma tão boa, ensaiaram pequenas blasfêmias.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lassidão e euforia de leitor exigente (Nilto Maciel)


Ainda não consegui arrematar um conto iniciado há alguns meses. Todo dia acordo com a intenção de me dedicar a ele. No entanto, as mensagens dos amigos (quase sempre recheadas de poemas, narrativas, crônicas e artigos) me conduzem a leituras demoradas. Além disso, o carteiro, dia sim, dia não, grita meu nome. Ocupado, também grito: Pode jogar por cima do muro. Não posso, Seu Nilto; é livro. Zeloso, não quer deformar o objeto. Pois neste setembro venturoso recebi uma dezena de publicações. Algumas ainda estão no escaninho reservado aos papiros a serem lidos, como Eu tenho medo de Górki & outros contos, estreia de Ângela Calou; Libido aos pedaços, novo romance de Carlos Trigueiro; quatro tomos de Péricles Prade; e um ensaio de Álvaro Cardoso Gomes e Eliane de Alcântara Teixeira. As que li foram Memorial Bárbara de Alencar & outros poemas, do Poeta de Meia-Tigela (tratei dele no escrito “Dona Bárbara de um poeta”), e as oito às quais me referirei nesta nota. Que me desculpem os colegas, por não dispor de mais tempo e não ter ânimo (talvez deva dizer talento) para engendrar uma resenha. Ou uma para cada obra.