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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A poesia (in)definida de Luciano Maia (Inocêncio de Melo Filho)

(Luciano Maia)

De Platão aos nossos dias, não tem sido fácil definir. Mas definimos assim mesmo com a finalidade de sintetizar, esclarecer, determinar e explicar... Esta circunstância nos conduz à poesia de Luciano Maia que se define por ação em todos os sentidos. Pode-se dizer agora que a poesia de Luciano Maia encontra-se absolutamente definida? Se considerarmos que a obra é aberta – Umberto Eco – ainda há muito que dizer. E de fato há. Neste contexto o leitor poderá se dar o exercício literário e apresentar novas definições significativas. É o que faz Francisco Carvalho na sua avaliação crítica:

domingo, 2 de outubro de 2011

Sísifo (Emanuel Medeiros Vieira)

(Em memória de Beluco Marra)


Incansavelmente
bordo a túnica do passado.
Exausto, teço e desteço.
Acumulo, nunca unifico: sigo a jornada –
Sísifo da solidão planetária.


Sim, teço.
Mas é próprio do meu barro destecer sempre.
(Resta-me a memória do mundo.)


Um pouco de Mozart, e este amanhecer azul.
Celebro o instante:
se não posso convertê-lo em sempre
(sou finito),
abraço – como um náufrago sorridente.
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