Transcrito do NOVO JORNAL [Natal, 25 de Setembro de 2011]
(Ezra Pound)
Personificação do lobo da estepe, Almir Borges me foi apresentado por Lígia Bezerra, quando não teríamos ainda dezoito anos. Alguns anos mais velho, ele nos levou para um novo planeta literário através da leitura e discussão de obras em prosa e verso e de uma contagiante admiração por Kafka, a seu ver o maior de todos os escritores modernos, mestre paradigmático duma filosofia do irremediável que permearia a existência humana, representada pelo absurdo e gratuidade da barbárie.

