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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O romance da geração de 70 (Adelto Gonçalves*)


I

Depois de publicar, em 2005, O Viúvo (Brasília: LGE Editora), definido por este articulista como um das poucas obras-primas do romance brasileiro do começo do século XXI, Ronaldo Costa Fernandes (1952) volta a incursionar no gênero, desta vez com Um homem é muito pouco (São Paulo: Nankin Editorial, 2010), que pode ser considerado o romance de uma geração, a geração que começa agora a chegar a seis décadas de existência e viveu convulsivamente o pesadelo das décadas de 1960 e 1970, a longa noite do terror direitista (1964-1985) que infelicitou a Nação. E que como legado favoreceu o fortalecimento de um conluio de antigos esquerdistas arrependidos com arrivistas e oportunistas de todos os matizes que, hoje, saqueiam a não mais poder os cofres da República.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Viagem à antiga capital do Brasil (Nilto Maciel)



Convidaram-me a falar na Academia Brasileira de Letras. Não sei o nome dessa alma magnânima. Ninguém se disse pai da criança. Perguntei a vários amigos (residentes em Fortaleza) e nenhum teve coragem de bater no peito e garantir: “Sim, tudo partiu de mim”. Fulano torceu a boca: “Não posso asseverar que o meu pedido foi aceito, mas o telefonema ao presidente...” Outro coçou o queixo: “Afiançar não posso, porém sou tentado a reconhecer que uma palavrinha desta boca tão desejada por homens e mulheres...” Na verdade, recebi emails de Marta Klagsbrunn, assessora cultural da ABL. Num deles se lia: “Em nome da Diretoria da Academia Brasileira de Letras, temos a honra de convidá-lo para proferir uma conferência sobre o tema Epistolário hoje: Emails, blogs, como parte do Ciclo de Conferências da ABL 2011, Cartas de escritores, no dia 8 de novembro do corrente ano, terça-feira, às 17h30”. Sou tentado a imaginar o nome de Alberto da Costa e Silva, coordenador do Ciclo.