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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um escritor cearense mostra seus contos (Carlos de Souza)

(Tribuna do Norte, Natal, 7 de Dezembro de 2011)

Antes de mais nada, quero pedir desculpas aos leitores e ao poeta mossoroense Antonio Francisco, que teve o nome trocado na coluna anterior por Francisco José. O escritor Franklin Jorge me enviou este livro para dar uma olhada. Luz Vermelha Que Se Azula, de Nilto Maciel, Expressão Gráfica Editora, 212 páginas, sem preço definido. É um livro de contos que você vai folheando devagarinho e sendo fisgado pela prosa concisa deste cearense, praticamente desconhecido entre nós potiguares. Vivemos ilhados neste Nordeste sem porteiras. Outro dia comentei aqui W. J. Solha, o paulistano mais paraibano do Brasil. Agora é com prazer que comento aqui o livro deste nosso irmão cearense.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bibliotecas (Tânia Du Bois)


Folheando a revista, li: “Bibliotecas não se restringem ao espaço em que se instala a coleção de livros... elas também se transformam em eficientes elementos decorativos...”

Essa sugestão é insensata, porque a criação de uma biblioteca predispõe deixar os livros expostos nas prateleiras, para facilitar o manuseio. O ideal é tê-los para lê-los e não para decorar o ambiente. Entretanto, por muitas vezes, ficamos reduzidos a ler e ouvir esse tipo de tragédia. É preferível transformar essa tragédia em suposto olhar, com profundidade, num passe de gestos e sentidos, onde historicamente permaneceria a alegria da leitura e o mistério das palavras, no hábito como fórmula simples e preciosa.