Maria era a jovem venezuelana morena, encarregada da limpeza. Paul, quarentão descendente de irlandês, sardento, cuidava da segurança da empresa, que ocupava todo o andar. Há muito, estavam envolvidos e ninguém notava. Disfarçavam bem, nem olhavam um para o outro na frente de estranhos. Eram obrigados a chegar cedo. Ela, para fazer a limpeza dos banheiros, copa e salas, reabastecer as máquinas de fazer café e limpar as grandes janelas de vidro. Ele, para checar o equipamento de segurança, que o obrigava a seguir uma rotina de desligar os alarmes, acionados na noite anterior, e reprogramar as câmeras de vídeo para o dia de trabalho que começaria às dez horas. Eram senhores absolutos do andar por aquelas breves horas e corriam contra o relógio para terminar o trabalho e terem tempo de fazer o amor diário.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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