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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quando o Amor é de Graça IV: em nome do Pai! (Raymundo Netto)


Não há quem dê nego à importância do nome, esta designação oficial de nossa existência dita cuja, seja ela a mais vã impossível, atribuída seja por quem for, a nos acompanhar pela vida e à morte, falando de nós ou por nós como uma marca, às vezes como uma chaga. Um nome bem escolhido nos coloca à frente, principalmente quando inicial “a”, ou, ao contrário, nos diminui, quando feio, cacofônico, antiquado, com sentido dúbio ou estranho, fruto do engenho experimentalista dos pais. Há tantos nomes bonitos, fortes, significantes — em alguns países asiáticos realizam-se cerimônias dirigidas por sábios que “adivinham” a função de mundo daquele ser e a coloca em seu nome — mas na hora da escolha de um nome, os pais ou os enxeridos de plantão — os “pitaqueiros” — esquecem de atentar para a criaturinha que o levará às costas, às vezes, suportando o ridículo de uma predileção momentânea.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Insônia (Teresinka Pereira)


Passo revista
em minha sina
e nos astros
que fazem ferver
meu sangue.
Meu cérebro
é a serpente do paraíso
que se esconde na escuridão.
A noite é meu
pecado original.


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