Translate

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Braúna (W. J. Solha)


Li, dele, os contos de Como um cão que sonha a noite só e os versos de Metal sem Húmus. Sintonia, no entanto, é coisa de momento, de magia. Passei séculos para aceitar a Chacona de Bach, esmagado pela beleza imponente da Tocata e Fuga em Ré e da Paixão segundo São Mateus. Daí que o que me marcou mesmo, do cearense Dércio Braúna, foram os detalhes de A Selvagem Língua do Coração das Coisas. “Detalhes” no sentido usado em artes plásticas, em que pormenores de algumas obras encantam tanto ou mais que elas inteiras.
Parece que a propósito, o poeta diz, num dos poemas desse livro:
Deslumbrar de tudo
é que bem queria!
Mas o coração
(um bloco de pedra todo riscado com gritos)...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tânia (Pedro Du Bois)




Lembro de mim: menino
a correr pela rua de conhecimentos
jovem preso em si mesmo
adulto na segurança
oferecida pelo cotidiano
lembro de mim e lembro você
ao meu lado: a voz calando medos.
/////