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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dos Contos reais à gloriosa Cantata bruta (W. J. Solha)



Já Drummond dizia, ante as notícias de Stalingrado, na Segunda Grande Guerra, que a poesia não conseguia, mais, superar nem igualar a realidade trazida pelos jornais. Quem foi ao concerto, no último fim de semana, no Cine Banguê, passou por minha tela Picasso está muerto, na mostra instalada no saguão do cinema, fruto direto dessa verdade: transformei, ali, as cenas cubistas de violência do Guernica em representações fotorrealistas enquadradas pela CNN, Globo News, etc, como transmissões ao vivo (de crimes públicos), procurando mostrar como se tornaram lentos os protestos pictóricos como o do gênio espanhol, agora – como divulgação do horror – obsoletos.

As festas (Teresinka Pereira)

Não há nada exato
nas celebrações das festas
da passagem do ano.
Entretanto, nem os discursos,
nem os termos,
nem mesmo os versos
podem visionar
a esperança, a de ser feliz
e os desejos de que você
também seja feliz.
Meu pulso é condutor
da palavra.
Meu pensamento
pode muito mais
e lhe envia ondas magnéticas
que te inspirarão
uma riqueza de felicidade!


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