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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sentenciados (Inocêncio de Melo Filho)




Não ouço a voz da ONU
Debaixo do céu da África
Só vejo a morte
Cantando suas vitórias
Aos meus irmãos esqueléticos
Que morrerão nas próximas horas...

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Franklin Jorge, seus poemas (Antonio Carlos Villaça)



Os Poemas Diabólicos & Dois Temas de Satã estão sob a égide de Fernando Pessoa. Franklin Jorge é um poeta abissal. Ele é um irmão de Drummond e de Pessoa, daquela poesia metafísica que, partindo do desespero, chega a uma espécie de serena angústia, um claro enigma, uma difícil manhã. Manha, manhã, amanhã. Não é mesmo, Cassiano Ricardo?

Há uma infinita astúcia no poema de Franklin Jorge, rapaz denso, que sabe exprimir-se. Sua angústia a um tempo física e metafísica, total, ele a expressa com uma intensidade contida que a mim me comove.