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sábado, 28 de abril de 2012

Café (Carlos Nóbrega)



Ajeitei a minha alma dentro da blusa, e fui.
A rua era comprida como a chuva fininha que caía
e que cai na eternidade.
Na birosca pedi um café
e me engasguei elaborando uma frase.
Quem, daqui a cem anos,
viverá
como eu
esta tarde?
 
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Breves comentários sobre “Marco do Mundo”



Sergio Lucena:
Meu caro W. J. Solha. Acredite-me, pois não tenho dúvida: o Marco do Mundo é um marco literário. Acabo de fechar o livro, que li de um único golpe, não posso imaginar outra forma de ler este texto, estou tonto. Quando me recuperar vou ler novamente e te escrevo mais a vagar.