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domingo, 23 de dezembro de 2012

Atlântico (Emanuel Medeiros Vieira)






 







(Emanuel Medeiros Vieira)




Imperfeitos,
singraram o Atlântico,
mãos ansiosas, mapeando novas terras,
bússolas afetivas,
acalentando sonhos distantes,
peles queimadas,
gosto de sal na boca
(tanto mar, tanto mar),
febre, malária, fibra e pranto.
Na cadeira de balanço –
depositário da memória da tribo,
contemplo a caravela de madeira, pai, mãe, tio
violinista,
um agregado louco,
penso no Atlântico,
velas ao vento,
astrolábios,
à beira do poço do passado,
que não passa nunca,
imanente no presente.

Mas proclamo – celebrante –
“terra à vista, terra à vista”.
(Alvíssaras!)

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sábado, 22 de dezembro de 2012

A luminosidade do escuro (Tânia Du Bois)




            
Segundo Benedito C. Silva, “Sem luz não existe cor...” Penso no contraste entre o claro e o escuro, e quanto representa as tintas da existência como identificação da figura de ficção, com capacidade de inventar ao refletir as sensações.