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segunda-feira, 31 de março de 2014

O que me prende aqui? (Inocêncio de Melo FGlho)




Portas e janelas estão abertas
Posso fugir
Não consigo passar por elas
O que me prende aqui
Se meus pés não estão presos a este solo?
O que me prende aqui se não me queres mais?
O que me prende aqui se rasgaste os versos que te dei?
O que me prende aqui se portas e janelas me mandam ir embora?
Tento edificar outra indagação
Mas me vem a voz do vento e me silencia
Aquieto-me com meus escritos rasgados e me vou
Com o vento que não me deixa mais falar. 

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domingo, 30 de março de 2014

Mudar (Pedro Du Bois)





 Busco a mudança

no incógnito regresso
ao ventre
exijo outra
        nova
        repetida forma
        na deformação do corpo
        em desconhecimento

tenho o medo resolvido
entre os dedos: a coragem
nas brincadeiras
infantis do reconhecimento

mudo o foco no desatino
das sentenças
em que como igual
                         permaneço.