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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Poeta Dimas Macedo! (Jarbas Junior)



(Dimas Macedo)

O talento nunca desiste, essência da alma; aproxima a distância de todas as coisas na grande síntese da poesia. Arte e engenho e leitura faz o poeta dançar sobre as águas, pleno de fé e confiança porque penetra fácil nos mistérios de Elêusis, e conversa com as vozes do silêncio, nesta capacidade de ouvir o iniludível.

Dimas Macedo também dissecou a mosca azul e viu que o sentimento do mundo suplanta as ilusões da vida, os rituais da liturgia do caos e revela a forma e exegese da invenção de Orfeu.

Neste caminho para a distância que trilhamos há tanto tempo, alguma poesia perfuma nossos olhos diante da montanha mágica do Parnaso.

Lembra-se das nossas crisálidas da juventude, primeiros cantos, vaga música de ritmo dissoluto ou de sinfonias sob a luz mediterrânea. Quantos sonhos de ouro e palavras ao mar bravio da Praia do Futuro?

Agora, a estrela de pedra reflete a estrela da vida inteira, às vezes, de absinto ou do mar absoluto. Mas sempre a mesma paixão medida pela dor de um dia depois do outro. Magma da poesia até agora.

Viagem nossa nessa convergência de bifurcações do destino, ainda beduínos bardos fiéis ao ideal antigo perseguindo o oásis da glória literária.

Seu estro permanece inconfundível, impregnado de tocantes vibrações líricas em estilo de apurada e suave simplicidade sugestiva, pois sinto que o poeta Dimas Macedo, jurista, doutor emérito, não esqueceu a túnica inconsútil debaixo da toga de magistrado. Continua naquela ousada atitude de querer a poesia explicando os absurdos, injustiças e misérias da vida.

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