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quinta-feira, 6 de junho de 2013

A vida e a literatura de Guimarães Rosa (Enéas Athanázio)



“Meu lema é: a linguagem e a vida são uma coisa só.”
        (João Guimarães Rosa)





UMA BIOGRAFIA NECESSÁRIA

Em que pese a magnitude de sua importância nas letras nacionais, João Guimarães Rosa (1908/1967) estava pedindo um biógrafo. Ainda que tenha merecido até agora uma das maiores fortunas críticas de nossas letras, não havia encontrado quem se abalançasse a reconstituir passo a passo sua ativa existência e analisado em conjunto sua produção. Para isso deve ter contribuído a grandeza da empreitada, uma vez que rastrear os passos do mineiro que se tornou cidadão do mundo e autor de vastíssima e complexa produção ficcional não é tarefa para qualquer e tampouco daquelas que possam ser levadas a cabo com brevidade. Pelo contrário, exige competência, dedicação e beneditina paciência para vasculhar papéis, documentos, periódicos e livros, entrevistar numerosas pessoas, buscar informações esparsas, viajar, perquirir, cheirar, apalpar e, sobretudo, pensar. Além disso, é preciso dar vida ao biografado, sentir com ele, pulsar nas suas lutas, comemorar nas vitórias e amargar nas derrotas. Imprimir movimento à narrativa, evitando que se transforme em longo e tedioso relatório, como tem acontecido com tantas. Acima de tudo, terá que conhecer a fundo a obra do biografado, esmiuçando-a com paixão, lendo, relendo, treslendo sem cansaço tantas vezes quantas sejam necessárias.


Esse biógrafo acabou por surgir, em boa hora, na pessoa do escritor goiano, radicado em Brasília, Alaor Barbosa, ficcionista, ensaísta, crítico, historiador da literatura, autor de obras infantis e de biografias consagradas, como as que dedicou a Monteiro Lobato e outros integrantes do “Minarete.” Com o lançamento do primeiro tomo de “Sinfonia Minas Gerais – A Vida e a Literatura de João Guimarães Rosa” (LGE Editora – Brasília – 2007 – 388 págs.) ele vem preencher uma grave lacuna de nosso panorama literário e exibir aos leitores, de corpo inteiro, a curiosa figura de João Guimarães Rosa, médico, diplomata, acadêmico, globe-trotter, conferencista, poliglota e, acima de tudo, o criador apaixonado de uma literatura que muitos consideram o momento culminante de nossas letras, com destacada presença mundial, traduzida que tem sido para os mais importantes idiomas. Graças ao esforço e à dedicação do goiano, o mineiro agora está ao alcance de todos, aquela figura alta e risonha, com seus olhinhos miúdos e riso ligeiro, ostentando a gravatinha borboleta que se tornou sua marca. Atrevo-me a prever que com essa obra Alaor Barbosa ingressou de vez na história literária nacional.


A GÊNESE DO LIVRO


Ao longo de sessenta páginas introdutórias, Alaor Barbosa explica a longa e vagarosa preparação para realizar esta obra, desde seu encontro com a literatura de Guimarães Rosa, as relações pessoais com o escritor, as conversas com ele mantidas, as razões e a finalidade do livro.

Essas páginas, com bastante memorialismo, evidenciam um homem dotado de grande conhecimento e bem preparado para a corajosa empreitada. Foi Aurélio Buarque de Hollanda quem despertou o jovem Alaor para a obra de Guimarães Rosa no período em que ele estudou no Rio de Janeiro. Leitor voraz, o goiano levou um choque ao contato com os contos do mineiro. Foi o deslumbramento e, ao mesmo tempo, imenso desafio. Penetrar naquele emaranhado de palavras estranhas, num texto compacto,  arrevesado e incomum foi um grave exercício. Desde então, na medida em que entendia melhor, não cessou de esquadrinhar a obra roseana livro por livro, conto por conto, linha por linha, palavra por palavra. Um mundo novo, amplo e desconhecido se descortinava. O sertão onde se pode “torar dez, quinze léguas sem topar com casa de morador...” (p. 25). Estava enfeitiçado, preso para sempre, pelo visgo de Guimarães Rosa que desaguaria, de forma irremediável, neste livro. Creio, porém, que intuía desde o início que o futuro lhe reservava essa tarefa.

Até então, no entanto, Guimarães Rosa constituía para ele “uma entidade quase abstrata” (p. 27), mas alguém de suas relações afirmou que o conhecia, informando tratar-se de “homem delicado no trato e muito macho” (loc. cit.). Assim, aos dezenove anos, Barbosa trava relações com ele e passa a visitá-lo em seu gabinete no Itamaraty ao longo de três anos. Amável e simpático, o escritor o recebia com visível prazer, deixando de lado o que fazia, para longas palestras que o goiano reteve de memória com admirável fidelidade, tal a importância que atribuía àqueles encontros com um dos maiores ícones de nossa cultura, privilégio só reservado a poucos. “Eu lhe julgava a vaidade natural, meio infantil, meio brincalhona, como se ele estivesse mais posando de vaidoso do que sendo vaidoso...’ – observou (p. 29). Quero crer que Rosa antevia no menino o futuro estudioso de sua obra, creditando-lhe no íntimo largas esperanças.

No aceso debate que se trava sobre a obra roseana – numa época em que coisas assim aconteciam – Barbosa assume desde logo a defesa do escritor. Acusavam-no de hermético, ilegível, autor de textos impenetráveis. Diziam até que se tratava de “um equívoco literário” e que, uma vez “traduzido” para linguagem normal, nada restaria. Críticas conservadoras, de quem não aceitava a revolução que Rosa fazia e que nem todos alcançavam. Como se comentou na época, a obra de Rosa deixou tontos os analistas à antiga. O tempo, sempre sábio, sedimentou a obra do mineiro, cada vez mais lida e apreciada em todo o mundo.

Tendo publicado, em 1981, um livro sobre Guimarães Rosa e refletindo sobre ele, Alaor não se sentia satisfeito e sonhava produzir obra mais ampla, de maior fôlego, ambiciosa, que reconstituísse a vida e focalizasse a obra do mineiro. “Primeiro, decidi abranger todos os livros de Guimarães Rosa, analisados de forma crítica adequada e decente; em segundo lugar, ampliar a nota biográfica a ponto de transformá-la numa condigna biografia” (p. 82). E como o sonho é o começo da realização, arregaçou as mangas e se lançou à labuta. “Através de árduo, penoso, quotidiano trabalho de longos meses, alcancei afinal os meus objetivos. Posso dizer que João Guimarães Rosa tem, agora, uma biografia exigida por sua magnitude de homem e de escritor; e a sua obra foi afinal estudada, no seu conjunto, em livro de dimensões devidas” (loc. cit.).

FIGURAS E LUGARES

Mas o goiano é exigente, ambiciona realizar algo grande, definitivo, incontornável. Não se limita ao estudo livresco e parte para a pesquisa de campo, vai buscar in loco a informação, verificar em pessoa os fatos, sentir o “clima” dos locais, falar com as pessoas, ouvir o sotaque e as entonações, observar a paisagem e a geografia. E as incursões pelos Gerais mineiros e goianos têm início, longas, planejadas, acampando em incertos pousos, hospedando-se em pensões precárias e moradas de conhecidos, tentando a todo custo trilhar os mesmos caminhos de Rosa e de seus personagens. Procurando, de olhos bem abertos, encontrar pessoas que inspiraram a galeria de figuras que povoam a obra do mineiro. Por um detalhe, retornava a algum lugar, atiçando o faro desse ser raro entre nós que é o investigador literário.

Nessas andanças encontra o porto do rio de-Janeiro, quase na barra do São Francisco, onde Riobaldo, aos 14 anos, conhece Diadorim, e refaz num barco a trajetória de ambos. Desse encontro Riobaldo sai impressionado e, com certeza, nele nasceu o estranho amor que sente pelo outro. Visita Andrequicé, lugar da morada de Manuelzão, personagem celebrizado pela mídia. Em companhia dele, já com mais de 90 anos, tenta visitar a Fazenda da Sirga, de onde Rosa ajudara a conduzir uma boiada até Araçaí, ao longo de onze dias, viagem que se tornou famosa e de tantas conseqüências para a literatura dele.  Conhece Zito, cozinheiro da caravana e principal interlocutor do escritor durante a jornada. Vai a Itacambira, onde nasceu Diadorim (Maria Deodorina Bettancourt Martins) e investiga sem sucesso os livros da igreja em busca do batistério da moça. Trabalho meticuloso, correndo a dedo a numerosa lista de Marias, na mesma igreja onde Riobaldo afirmava “haver tantos mortos enterrados” (p. 73). Visita Jequitaí, terra de Zé Bebelo, destacada figura de “Grande Sertão : Veredas.” Conhece Juca Bananeira, amigo de infância do escritor e depois seu personagem. Vai ao cemitério do Paredão, local em que Diadorim estaria sepultado. Faz paradas em Brejo das Almas e Grão Mogol, trechos de sertão ainda preservados, tão presentes no universo roseano. Muitas e muitas outras cidades, vilas, arraiais, arruados e rios, não faltando o onipresente Urucuia e o São Francisco (que ele chama de São Francisco) de tantas histórias e lendas, em variados pontos de seu curso. Nas paradas, longas prosas noites a dentro com múltiplas pessoas, extraindo informações, sorvendo a linguagem local, sempre atento ao pensamento. E as cidades de Guimarães Rosa, começando por Cordisburgo, visitando a casa onde nasceu e a estação ferroviária de onde partia triste e na qual chegava de coração alvoroçado. E aquelas onde residiu, estudou, clinicou. Tudo anotado, bem observado, fotografado. Périplos que constituíram uma aventura literária das mais inéditas e que lhe forneceram a visão correta da realidade onde Guimarães Rosa plantou uma das maiores obras ficcionais de nossas letras.  

Assim apetrechado, deu início à construção. Começa a se delinear a história do grande personagem,

O GRANDE PERSONAGEM

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo em 27 de junho de 1908, mesmo ano em que falecia Machado de Assis. Situada no centro de Minas Gerais, na orla do antigo sertão, Cordisburgo significa “burgo do coração” e naquela época não passava de simples arraial cujo atrativo maior estava na Gruta do Maquiné. Observador atento do mundo que o cercava, o menino absorvia as características daquele meio ao mesmo tempo em que estudava com afinco, revelando desde cedo grande facilidade para os idiomas. Fez os estudos na cidade natal e outras cidades mineiras.

Forma-se em medicina em dezembro de 1930, portanto com 22 anos, pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Foi o orador da turma. Contemporâneo de Juscelino Kubitschek e Pedro Nava, dos quais foi amigo, sua presença é omitida nas memórias de ambos. Casa-se no mesmo ano com Lygia Cabral Penna e participa da Revolução de 1930 como voluntário. Clinicou em Itaguara, onde nasceu a primeira filha, futura escritora Vilma, e depois em Barbacena, onde participa da Revolução Constitucionalista de 1932, desta vez formando ao lado das forças oficiais. Nasce-lhe aí a segunda filha, Agnes. Ingressa por concurso na Polícia Militar como capitão-médico. Estuda línguas, dominando vários idiomas e conhecendo rudimentos de vários outros. Estuda, lê, anota.

Preparando-se em menos de meio ano, presta concurso vestibular para a carreira diplomática no Itamaraty, o mais difícil da época, e obtém o segundo lugar. É nomeado Cônsul de 3ª. Classe e se transfere para o Rio de Janeiro. Até então pouco havia publicado; sua estréia é um tanto tardia. Concorre a um concurso da Academia Brasileira de Letras (ABL) com o livro de poesias “Magma”, obtendo o prêmio, mas a obra só seria publicada em edição póstuma. Em outro concurso da ABL, inscreve o volume denominado “Contos”, que depois seria “Sagarana”, mas perde para “Maria Perigosa”, de Luís Jardim, em decisão desempatada contra ele pelo voto de Peregrino Júnior. É interessante observar que começou como contista, em 1929, e não se filiou ao futurismo-modernismo avassalador daqueles dias. Foi, ao contrário, um regionalista de cunho universal e por alguns considerado antiburguês (p. 55).

Inicia-se então a fase internacional de sua vida. Nomeado para Hamburgo, trabalha também em Berlim durante a II Guerra Mundial. Nesse período revelou sua grandeza ao facilitar a saída de judeus perseguidos pelo nazismo, fato jamais esquecido pelos que o conheceram. Vai a Portugal e à Espanha como correio diplomático e retorna ao Brasil, em 1942, numa viagem angustiante em face de nosso rompimento com a Alemanha. É designado, em seguida, para Bogotá, cidade sobre a qual fará interessantes observações, e se desquita da esposa. Casa-se em Aracy Moebius de Carvalho, que havia conhecido na Alemanha. Voltando ao Rio, publica “Sagarana” (que significa parecido, semelhante), coletânea de contos, provocando enorme impacto nos meios literários e abrindo um debate em torno de sua obra que jamais cessaria. Tinha 37 anos de idade e ingressava nas letras arrombando todas as portas. Surgem inúmeras manifestações críticas na imprensa e recebe felicitações de Gilberto Amado. É nomeado chefe de gabinete do ministro do Exterior. Faz viagens à Europa.

Em 1947 torna público seu “novo estilo”, nova maneira de escrever que lhe custou ingentes estudos e esforços. Sobre tão difícil e surpreendente metamorfose, Alaor Barbosa tece longas considerações (p. 215). Retorna mais uma vez a Paris.

Em maio de 1952, acontece, enfim, a grande viagem, aquela que o leva de volta às raízes e lhe mostra outra vez o sertão por dentro. Partindo da Fazenda da Sirga, em lombo de burro, ajuda a conduzir grande boiada até Araçaí, onde é embarcada no trem. Tem entre os companheiros os tropeiros Manuelzão, depois transformado em personagem, e o cozinheiro Zito, seu principal interlocutor, com quem muito conversa, perguntando e perguntando, atento a tudo que fazia e dizia. Tem um lápis de duas pontas e uma caderneta pendurados no pescoço e tudo vai anotando. A viagem dura onze dias e muito influencia sua obra futura. Também a colaboração do pai, enviando notas a observações, é contribuição importante.

1956 é o ano de ouro de sua carreira literária. Publica “Corpo de Baile” e “Grande Sertão : Veredas.” A repercussão é intensa e ele se vê envolvido num turbilhão de elogios, críticas, manifestações, entrevistas, cartas, reportagens e convites sem fim. Os livros inovam em tudo, rompem as tradições e os costumes, espantam e confundem. São algo novo e diferente. Lança em São Paulo, contando com o apoio de Paulo Dantas.

Recebe o Prêmio Machado de Assis, o mais importante da ABL. Em 8 de agosto de 1963 concorre pela segunda vez à ABL na vaga de João Neves da Fontoura, seu grande amigo, e é eleito. Tomado de pânico, arredio a tudo, temia a posse, certo de que morreria em seguida. Vai adiando, adiando, e assim por quatro anos. Em 16 de novembro de 1967, por fim, decide empossar-se. À solenidade comparece sua mãe, em idade provecta, e que costumava dizer que só acreditaria nele como grande escritor quando o visse na ABL. Também comparece o amigo Juscelino, em mau momento da vida, perseguido pelo governo militar. Profere o discurso com firmeza, é saudado por Afonso Arinos, o adversário que o derrotara na candidatura anterior, em 1958. Tudo correu bem. Mas em 19 do mesmo mês e ano, três dias depois da posse, falece de mal repentino, em sua casa, por volta das 20h. Acontecia o que tanto temia, consternando todo o país. “Transposto para o outro lado do mistério”, legou uma obra única em benefício da qual abriu mão de quase tudo, colocando sua realização em primeiro lugar.

Havia chegado ao final da carreira diplomática, como Embaixador. Suas obras haviam sido traduzidas para diversos idiomas e se integravam ao panorama literário universal, adaptadas para o teatro, o cinema, a televisão e a literatura infantil. Religioso, suas cartas e outras manifestações estão impregnadas de profunda fé, o que também ressalta da própria obra. Embora tenha vivido os três primeiros anos da ditadura de 1964, raramente se refere ao assunto, parecendo alheio ao que acontecia. Seus livros posteriores obtiveram sempre a melhor aceitação e sobre ele e sua obra muitíssimo se tem escrito e falado.

OBRA ABSOLUTAMENTE SINGULAR

Ficcionista por excelência, Guimarães Rosa também produziu poemas, conferências, discursos, artigos, traduções e cartas em profusão. Sua obra ficcional está contida, basicamente, nos volumes “Sagarana” (contos), “Corpo de Baile” (ciclo de novelas, em três volumes autônomos), “Primeiras Estórias” (contos), “Tutaméia – Terceiras Estórias” (contos), “Estas Estórias” (contos) e “Grande Sertão : Veredas” (romance). As segundas estórias jamais foram publicadas, talvez nem escritas. “Tutaméia” é considerado pela crítica o livro-chave para penetrar na sua ficção. A obra roseana vulgarizou certos personagens, como Riobaldo Tatarana, Diadorim, Zé Bebelo, Manuelzão, Miguilim e Augusto Matraga, entre outros tantos, que hoje habitam o universo de qualquer brasileiro razoavelmente letrado. Também resgatou ou criou expressões que caíram no uso público, como veredas, nonada, capeta. satanazim, sobrechamado (apelidado) etc., além de revelar o sertão, até então ilustre desconhecido, com sua verdadeira face. Frases suas hoje andam de boca em boca: viver é muito perigoso; as pessoas não morrem, ficam encantadas; temor de consciência; tucanos senhoreantes; (o campo) repondo a gente pequenino; cristão não se concerta pela má vida levável; fulão sicrão beltrão e romão; toda saudade é uma espécie de velhice; viver é um descuido prosseguido; o sertão é do tamanho do mundo; um rio é sempre sem antiguidade etc. Também deixou alguns enigmas, ao longo do texto, como fizera Machado com sua Capitu. Quebra-cabeças difíceis de resolver.

“Grande Sertão : Veredas” é, para mim, o ponto mais alto de sua obra. São 594 páginas inteiriças (na primeira edição), de texto compacto, sem divisão em partes ou capítulos, nas quais o jagunço-filósofo Riobaldo relata suas peripécias pela vastidão dos Campos Gerais. Dezenas de personagens, centenas de episódios, incontáveis figuras, lugares, rios, fazendas, cidades e vilas. Imaginar que tudo aquilo foi pensado, parágrafo por parágrafo, frase por frase, vocábulo por vocábulo, analisado, esmiuçado e sopesado é de provocar estafa. Mas a marca do talento se fez sentir e tanto o conhecimento de nossa língua como de tantas outras contribuiu. Acima de tudo, a imaginação fértil e sem limites.

Vão longas estas notas, é hora de parar. Embora longas, não passam de meras notas. O importante, o indispensável é ler o livro de Alaor Barbosa e depois, pela mão dele, afundar nos sertões sem fim de João Guimarães Rosa.
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O livro aqui comentado foi apreendido por ordem judicial a pedido da filha de Guimarães Rosa e até o momento não tenho conhecimento de alguma decisão a respeito.

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