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domingo, 13 de outubro de 2013

Bilhete de Dércio Braúna





Meu caro Nilto,

Se teu primeiro livro era “mirrado, de poucas páginas, capa de causar espanto, sem abas, cheio de erros tipográficos”, isso nos idos de 1974 [p. 177], impressiona o quanto de escrita a esse mirrado livro primeiro se juntou. A mim ao menos impressiona. Essa verve leitora-criadora de mundo (do mundo) que tens e que brota (o preto do signo gráfico no branco da página) a cada novo livro. Poderia mesmo confessar uma boa inveja dessa verve que não cansa.
Parabéns por mais essa bonita escritura. Tão bem cuidada. Tão bem intitulada: “Quintal do dias” é mesmo título de alma observadora, dessas que sabem captar o desfolhar dos dias que nos rodeiam (e nos consume, nos fina e finda, afinal de contas) ao mesmo tempo que sabe olhar-se a si (passe a redundância) e pacificar esse desassossego em escrita.
Muitíssimo obrigado pela gentileza da partilha de teu “Quintal dos dias”.

Grande abraço,
Dércio

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