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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Desastre sobre o labirinto de Creta (Nilto Maciel)



 
Chamava-se Ícaro. Belo rapaz, apaixonado por aventuras perigosas. Sobretudo aéreas. E quantas quedas, quantas decepções! Desde muito criança experimentava os mais variados vôos. De cima de muros, de galhos de árvores. Sempre incentivado pelo pai. Um sujeito meio louco chamado Dédalo.

Vida, obra e mito: a auto-construção de Alejandra Pizarnik (Ana Maria Ramiro)


(Alejandra Pizarnik)


"Sobre negros penhascos se precipita
embriagada de morte
a ardente namorada do vento".
(Georg Trakl)


"A letra de Alejandra era pequenina, como um caminho de
formigas ou um minúsculo colar de grãos de areia. Mas
esse fio, com toda a sua leveza, não se apagará nunca,
pois é um dos fios usados para entrar e sair do labirinto".
(Enrique Molina)


Há 70 anos, em 29 de abril de 1936, nascia em Avellaneda, Buenos Aires, Alejandra Pizarnik, uma das mais importantes escritoras latino-americanas do século XX. Uma mulher libertária, "uma poetisa ávida pelo naufrágio", como dizia seu amigo e também escritor, Júlio Cortázar, e até hoje, relembrada pela crítica e mitificada pelo público, que se deleita com a leitura tão profunda de uma existência humana.