
Enquanto vasculhava o céu com sua luneta, Gilbert Seurat sonhava com a Terra. Queria conhecer o mundo, viajar pelo planeta. A Europa já lhe parecia a própria casa. Amigos o aconselhavam a se radicar na Alemanha. Falavam de Effelsberg. Porém Gilbert guardava rancor aos alemãos. Seu pai havia morrido em combate aos nazistas. “Coisas do passado”, justificavam. Fosse, então, para os Estados Unidos, se não preferisse a União Soviética ou a China. “O observatório de Fred Whipple...”. Não, nada de comunismos, ideologias, guerras nas estrelas. Queria apenas descobrir outro planeta. E entrar para a História da Astronomia. Por que não chegar ao “teto do mundo” e de lá, com sua luneta, avistar de mais perto a explosão do Universo?
