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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Se for costume... (Clauder Arcanjo)



(Thé de l'Après-Midi, Louise Abbéma)
 
Se for costume o acalanto da solidão,
Acostumado me encontro.
Se for costume o assanhado da pulsão,
Acostumado me encontrei.
E, se for costume (costume de não ter jeito),
O malsinado gosto pela vã ilusão...
Acostumado sempre; eu me (re)encontrarei.

Macaé-RJ, 30/07/2011
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fernando Siqueira Pinheiro, tatuador de palavras (Nilto Maciel)

(Fernando Siqueira Pinheiro)

No finalzinho de junho deste ano, recebi visita de Pedro Salgueiro e Fernando Siqueira Pinheiro. Encontraram-me a ler Astrid Cabral. Deixei-a sobre a mesa e me voltei para eles. Passamos a conversar sobre nós mesmos, livros e algumas banalidades. O segundo queria ganhar dois livros meus (disse o primeiro, sem cerimônia): os contos reunidos. Dei-lhos, além de cerveja e queijo. Satisfeito, ofereceu-me também dois volumes: O tatuador de palavras e Ao lado do morto, ambos dele. Aquele saiu vencedor do Prêmio Osmundo Pontes de Literatura 2005. Tem boa aparência, de capa a capa, que são de Geraldo Jesuíno, também autor do projeto gráfico. Ilustrações de Nearco Araújo. O outro, também de contos, crônicas e crontos (termo que usei – e outros o usaram, certamente – e agora usa Pedro Henrique Saraiva Leão), se coroou com o Prêmio Literatura Unifor, 2007. É também produto da arte gráfica de Jesuíno. Um recebeu a chancela das Edições Poetaria e Expressão Gráfica e Editora, 2006. Outro, das Edições UNIFOR, 2008. As duas, de Fortaleza, Ceará, Brasil.