Translate

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Domingo (Silmar Bohrer)


Abro os olhos pro infinito
nesta manhã domingueira
e um azul imenso, bonito,
vai me enchendo a algibeira.


Seguem nuvens desgarradas
pelos caminhos do céu,
clarinhas, ventanejadas,
silentes, solúveis, ao léu.


Tarde imensa agostinha,
céu azul do pensamento
com alguma rima minha.


A fímbria celeste azul
e os versos soltos ao vento
cá pras bandas do meu sul.
/////

domingo, 14 de agosto de 2011

Renato Tardivo e o avesso da moda (Nilto Maciel)




Acordei cedo hoje e nem me lembrei de que se comemora o dia dos pais. Após o café da manhã, vistoriei o escritório: o que fazer neste domingo? Numa estante, a placa que em Limoeiro do Norte me entregaram Eugênio Leandro, Raymundo Netto, Gylmar Chaves e outros escritores. Aconteceu naquela bonita cidade do Ceará a I Feira do Livro, iniciada dia 11. Deixei a homenagem de lado e amaciei a lombada de doze livros que me esperam para leitura ou comentário. Fechei os olhos e apontei o dedo indicador para um deles: Será este o escolhido para ser devorado hoje. Abri-os e vi o dedão duro apontado para o pequeno Do avesso (São Paulo: Com-Arte, 2010), de Renato Tardivo. Há dias o namoro (o livro), com lambidas nas orelhas e afagos em suas partes íntimas. Pleno de erotismo, levei-o nos braços até o sofá da sala e me pus a admirá-lo.