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domingo, 21 de agosto de 2011

A viagem fantástica (Aíla Sampaio)

(Extraído do blog Literatura Cearense – Profa. Aíla Sampaio, http://litecearense.blogspot.com)


Escrever é uma arte e, como toda arte, requer perícia. No caso da literatura, pode-se dizer que o texto é ‘tecido’ pela arte de engolir e ‘desengolir’ palavras, numa atitude consciente da criação. Lourdinha Leite Barbosa, em seu livro de contos “A arte de engolir palavras” já anuncia esse processo a partir do título da obra, que Vicência Jaguaribe bem marcou como uma reflexão metalingüística. O conto homônimo é uma metáfora desse exercício, sem dúvida.

sábado, 20 de agosto de 2011

A Malindrânia de Adriano Espínola (Nilto Maciel)


Falaram-me de um livro de contos de Adriano Espínola. E ainda disseram, maldosamente: “Todo mundo agora quer ser contista”. Ora, inúmeros grandes poetas também são bons contistas ou romancistas. Até duvido da grandeza de escritor que não seja poeta. Escritor de prosa (ficção ou não) alheio à poesia não passa de contador de histórias ou cronista de fatos e festas. Depois li umas resenhas de Malindrânia (Rio de Janeiro: Topbooks, 2009). A de Aíla Sampaio me deixou perplexo. O que é natural. Intitula-se “Malindrânia: relatos urbanos entre o surrealismo e o fantástico”. Não se trata de resenha, mas de estudo, porque a autora de Os fantásticos mistérios de Lygia (um dos mais fascinantes mergulhos na obra de Lygia Fagundes Teles) não se contenta com passeios à beira do mar: afunda-se nos sete mares e, mais saltos n’água daria, fossem mais fundos os oceanos. Li também o artigo “A perseguição do inatingível”, de Ildásio Tavares – outro poeta (baiano) saboroso –, publicado no caderno Ideias do Jornal do Brasil, de 20/2/2010, pouco antes de seu falecimento (31/10/2010).