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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aposentado (Silmar Bohrer)


– Então, compadre, vai bem ?
– Eu, tenho ido até além
vivendo do bom erário
de quem fui depositário.


Sou agora um perdulário,
anda cheio o meu armário,
não de víveres, mas de versos
que espalho pelos universos.


Se a vida é feita de histórias
com vagas pequenas glórias,
sigo algumas festejando.


No mundo velho sem porteira
levo uma vida galhofeira,
as desditas ironizando.
/////

Réquiem para uma ilha (Emanuel Medeiros Vieira)

(Para aqueles que a conheceram – no fundo)




Já é tarde para consertar.
Não, não serei nostálgico.
Não falarei de quintais, de árvores.
Já é tarde para consertar – repito.
O modelo urbano foi esse: poeira, pó e ganância.