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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dimas Macedo e a brisa do Rio Salgado (Nilto Maciel)

(Poeta e ensaísta Dimas Macedo)

Recebo livros de Dimas Macedo desde 1980. O primeiro deles foi A distância de todas as coisas. Morava em Brasília havia uns três anos apenas, porém sentia uma saudade tão grande de nossa pátria cearense que aqueles poemas me fizeram chorar. “Amo-te, Lavras, / nasci de ti, / do teu útero perfumado / que se dilatou com o tempo / para receber mais um filho, /pois parti, /o dever da vida me enxotou / para fora de ti”. Lavras significava para mim o Ceará e não apenas a terrinha onde nasceu o poeta.

Nós & nó(s) (Tânia Du Bois)

“... o tempo não pode viver sem nós, para não parar.” (Mário Quintana)

(Gente normal, Willian de Lima)


Lendo alguns poemas, percebi que certos poetas gostam de desamarrar a linguagem. Desbravar caminhos sem medo de assumir a poesia.

“desfaz os nós/ desamarra/ solta/ na liberdade do corpo/ dança/ anda/ corre/ no livre pensar/ esconde as razões // refaz os nós/ amarra/ prende/ o corpo ao começo.” (Pedro Du Bois)