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domingo, 18 de dezembro de 2011

Hiroshima, meu amor (Guido Bilharinho)

A Memória Inconsolável


De tempos em tempos, alguns filmes causam impacto, introduzindo inovações formais, temas inexplorados ou perspectivas inusitadas no trato de assuntos já repisados por inúmeros artistas. Enfim, introduzem e praticam novas maneiras de fazer (forma) e de ver (significado) o cinema e a vida.

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Tempo de Iluminadas Palavras (Tânia Du Bois)



“Na manhã iluminada de lembranças refila a cor do sentimento...” (Carlos Vogt) O tempo pede palavras de luz. O amor, a dúvida, a dor e a luz estão presentes no sentimento sobre a vida e a condição humana. Criamos a ilusão da luz por uma questão organizacional e vivemos em função do tempo. “As luzes acesas / as portas abertas / as janelas acesas / todas as coisas acesas. // Bem aceso o viver.” (Álvaro Pacheco) A luz atravessa o tempo e, ainda assim, permanece dentro de nós com real importância. O objetivo fundamental é preencher o vazio com a luz que encontramos na arte literária, como em Lindolf Bell: “Seja o poema/ o homem devorado pela luz...”; em Gilberto Mendonça Telles: “... E deve haver os sentidos latentes/ que vão dando luz/ às coisas ausentes.”; em Jorge Tufic: “... mas é o imenso/ que de mim/ se ilumina.”; e em Luiz de Miranda: “A vida traz a luz/ sem a penúria de perder/ o azul/ na avidez do corpo.”